As noites de vigília
Fundo sigillo imprimem-me na face !
São tristes noites quando, da família
E de tudo o que se ama longe está-se!

Eu penso n'ella e me estremece o peito..
Ai — se eu pudesse vel-a !
Talvez fite, como eu, lá de seu leito,
Atravez da vidraça alguma estrella !

Dezeseis annos hoje tem ; que idade
D'amor, de sonho, flores e chimera !...
Doura-lhe a virgindade
Sua décima sexta primavera !

Nas noites de vigília me calcina
Intensa febre — e eu penso na família,
E penso em ti — oh ! cândida menina
Nas noites de vigília !

1877.