Estação bella! Innocente,
Que ambiente
N'essa quadra has de fruir "
Como eu vejo o Paraíso
No sorriso,
Que vem teus lábios abrir !

Sorri sempre, a brisa é meiga,
Doce — a veiga,—
Na tua infância feliz !
O céo é sempre azulado
Recamado
De nuvens d'aureo matiz !

Canta e sorri! d'essa infância,
Que distancia
Para o futuro índa tens !
N'essa alvorada esplendente
Vae ridente
O seio encher de cecens !

Louro infante ! Vês o lago,
Que em afago
Frescas auras vêm frizar !.. .
Também namoradas queixas,
Nas madeixas
Vem-te o favonio contar !
 
És tão feliz ! bebe olores
Aos fulgores
Da estrella, que te conduz !
Fulge o astro da innocencia
Na eminência
D'um céo de fragrancia e luz !

És tão feliz ! vae sorrindo,
Que fugindo
Vae essa doce estação !
Fita o céo cor de esperança...
N'essa trança
Brinca ainda a viracão !

1877