(A SILVA JARDIM)

Percorre no Oriente o viajor errante
As terras da Judéa ermas, abandonadas,
A mata secular do Libano gigante,
E de Jerusalém as pristinas ossadas...

Ouve alem marulhar o Cedron espumante,
E o nardo vae haurir ás amphoras sagradas,
Mira de Babylonia os pórticos distante,
Ruinarias sem fim, torres desconjuntadas...

Silencio tumular ! Da maldicção divina
Sente o pezo fatal na triste Palestina,
E á pretérita idade elle remonta e vê :

Cheias de luz, perante as cúspides das lanças
Dos déspotas da idéa, imperturbáveis, mansas
As tranquillas feições dos martyres da Fé.