(A FRANCISCO PESSANHA)

Amigo, adeus ! comtigo, embora, estar deseje
Um dia mais sequer,
Não posso, que me impelle essa lei, que nos rege
E se chama — o dever ! —

Adeus ! perdida a náo dos pelagos no seio,
Nas azas do Aquilão,
Quem d'ella affirmará, se ao porto d'onde veib
Ha de voltar ou não ?...

Porém... perto de mim, virgem de loira trança,
Vem, leda, se assentar,
E diz-me n'um sorrir, que chama-se — Esperança
E que eu hei de voltar !

D'essa virgem gentil, povoam-se co'a imagem
Os teus sonhos e os meus...
Adeus ! Se ella me anima, após esta viagem
Hei de voltar... adeus !

1878.