(A BARROS CASSAL)

Sob inhospito solo e estéril estremece
O volcão e abre a bocca aos vômitos da chamma !
Vôa o fogo no ar!... Tudo em redor se inflamma !
Tudo reduz-se a pó ! e então mais nada vê-se !...

Pouco tempo depois, sobre os montões de lama,
De cinzas e betume a primavera desce ;
De alta vegetação o solo se recama,
Que em seivas exubera e loirejante messe !

O cérebro febril da ardente juventude
É um volcão também ; a luz da Nova Idéa
Ha de romper de lá em súbita explosão !

Athletico luctar ! Tomba a decrepitude !
Mas das ruinas vis da sórdida Pompeia
A cidade — Progresso — ha de surgir então !