Vou assim pelas ruas: meus cabelos
libertos, esvoaçando a quatro ventos.
Não os posso prender e nem quero prendê-los
- que eles são braços de meus pensamentos!

Vou assim pelas ruas da cidade:
- gravata frouxa, alma vagando ao léu...
Tenho a cabeça erguida por vaidade:
esta vaidade de fitar o céu.

E vou sorrindo de meus próprios pensamentos!
(alma e cabelos esvoaçando aos ventos)
Eu sou o mais feliz dos infelizes.

É que, em toda a minha vida,
sempre fui como árvore florida,
que ri do sofrimento das raízes...