Chove há três dias — uma eternidade! —
longa, monótona, insistentemente...
Debalde todos nós temos vontade
de ver de novo o sol brilhar fulgente.

E andam agora, assim, umas asneiras
de sol e chuva, que ninguém entende:
— se queremos o sol, chove em cachoeiras!
— se esperamos a chuva, o sol esplende!

É, pois, preciso, sem perder segundo,
desta incerteza p’ra que cesse o inferno,
por incapaz de governar o mundo
aposentar o velho Padre Eterno!