A lâmpada abre um círculo mágico sobre o papel onde escrevo. 
Sinto um ruído como se alguém houvesse arremessado uma pequenina pedra contra a vidraça, ou talvez seja uma asa perdida na noite. 
Espreguiço-me, levanto-me e, cautelosamente, escancaro a janela. 
Oh! como poderia ser alguém chamandome? 
Como poderia ser um pássaro?
Na frente do quarto, acima do quarto, por baixo do quarto, só havia a solidão estrelada... 
Quem faz um poema não se espanta de nada.
Volto ao abrigo da lâmpada e recomeço a discussão com aquele adjetivo, aquele adjetivo que teima em não expressar tudo o que pretendo dele...