Um morcego enormíssimo escureceu metade da cidade — uma nuvem
negra, imóvel.
Tivemos de as procurar às pressas e ir acendendo as velas com mãos
trêmulas como se as erguêssemos diante de oratórios.
E diante delas as nossas tataravós ajoelham-se penosamente, babando
misereres.
Súbito, restabeleceu-se a eletricidade, desmoralizando a anemia das velas.
Das tataravós, nem sombra!
Elas agora devem estar rezando em qualquer um desses mundos por aí,
diante de algum outro falso fim-do-mundo.