Nem tudo pode estar sumido
ou consumido...
Deve — forçosamente — a qualquer instante
formar-se, pobre amigo, uma bolha de tempo nessa Eternidade...
e conde
— o mesmo barman no mesmo balcão,
por trás a esplêndida biblioteca de garrafas,
fonte da nossa colorida erudição —
haveremos de continuar aquela nossa velha discussão
sobre tudo e nada
até
que, fartos de tudo e nada,
desta e da outra vida,
a rir como uns perdidos,
a chorar como uns danados,
beberemos os dois nos crânios um do outro...
até o teto desabar!
(Perdão! até a bolha rebentar...)