Celeste Bogarí... em que recanto
da vida esse teu nome busco?

Ou te criaste apenas
nos delírios mansos
da minha memória?

Mas eu tenho a vaga... não, Celeste, eu tenho a nítida
impressão de que eras
cor de canela: assim dizia-se então...

E a tua voz — cristal puro —
ondulava no ar que nem vidro soprado
ao ritmo das boás que se usavam no palco.

Ao mesmo ritmo delas...
e com a mesma envolvente brancura...

Ah, o teu ingênuo sonho de branquidão!
E esse teu nome tão lindo, e ridículo e triste, Celeste Bogarí...
nem precisas contar-me como foi a tua história
— se é que um dia exististe