Naquela mistura
fumegante e colorida
que a pá
não para de agitar
vê-se
o infinito olhar de um moribundo
o primeiro olhar de um primeiro amor
um trem a passar numa gare deserta
uma estrela remota um pince-nez perdido
o sexo do outro sexo
a mágica de um santo carregando sua própria cabeça
e de tudo
finalmente
evola-se o poema daquele dia
— que fala em coisa muito diferente...