Eterno Clown e Símbolo profano
Do Riso eterno — como o das Caveiras —
Em cuja face o Gozo cava insano
A meia-lua roxa das Olheiras.

Em alegrias de Arlequim de Feiras
Levado pela mão do Desengano,
Por este mundo humílimo te esgueiras
No disfarce infeliz de um Ser humano.

De aspecto rude, repelente e torvo,
Sem Risos e sem Mágoa e sem Guarida
Haures restos de Vida sorvo a sorvo.

Estéril, capro, sem carinho e zelo,
Passas rebelde e em fúria pela Vida
No indomável corcel de um Pesadelo.