Corpo senil em sátira figura
De bambas mamas moles e morenas
De Olhos em temporal e noite escura
Que brilham d'aço ao ruivo das melenas.

Por caminhos que foram d'açucenas
E agora d'água em pântanos impura,
Vens para a Vida, que de Gozo encenas,
Na farândola moma da Loucura

Través o Vício que no Riso esbaças
Clama a tu'Alma bruna e maculada...
Amorena-se o Ar quando tu passas.

Deusa dos Risos parvos e facetos
Que tens corvos sombrios em revoada
Noivando dentro dos teus Olhos Pretos.