Irmã do Sonho e Noiva da Agonia,
De Olhares baços, do palor dos Lírios,
Eternamente em lenta Romaria
Por caminhos de Mágoas e Martírios. 

Onde solucem Dores e Delírios
E a Crença tombe inanimada e fria,
Hão de os teus Olhos acender os Círios
Do consolo final de uma Alegria.

Vive conosco, vive eternamente
Em misérias de Vida, ou Vida rica,
Todo o Carinho desse Olhar de crente.

Mortas da Vida as claridades frouxas
Tombas e a Terra em que tu rolas — fica
Toda coberta de Saudades Roxas.