A janela estava aberta. Para o que não sei, mas o que
entrava era o vento dos lupanares, de mistura com o eco que
se partia nas curvas cicloidais, e fragmentos do hino da
bandeira.
Não posso atinar no que eu fazia: se meditava, se
morria de espanto ou se vinha de muito longe.
Nesse momento (oh! po que precisamente nesse
momento?...) é que penetrou no quarto o bicho que voava, o
articulado implacável, implacável!
Compreendi desde logo não haver possibilidade alguma
de evasão. Nascer de novo também não adiantava. - A bomba
de flit! pensei comigo, é um inseto!
Quando o jacto fumigatório partiu, nada mudou em mim;
os sinos da redenção continuaram em silêncio; nenhuma porta
se abriu nem fechou. Mas o monstruoso animal FICOU MAIOR.
Senti que ele não morreria nunca mais, nem sairia,
conquanto não houvesse no aposento nenhum busto de Palas,
nem na minhalma, o que é pior, a recordação persistente de
alguma extinta Lenora.