dedicadas a D. Isabel e
ao Conde d’Eu

I


Que riso este o ar encerra?
Que canto? Que troféu?
Que diz o céu à terra?
Que diz a terra ao céu?


II


Do seio das florestas
Que aroma sobe ao ar?
E que oblações são estas
Que a terra envia ao mar?


III


A peregrina Alteza,
A rosa matinal,
O sonho de pureza
Da mente imperial.


IV


É noiva. A mão de esposa
Ao feliz noivo dá;
Era de amor ditosa
Esta hora lhe abrirá.


V


Almas de luz unidas
Na pura candidez
O amor, — de duas vidas
Uma só vida fez.


VI


E a filha predileta
Do paternal amor,
A doce, excelsa neta
Do excelso Fundador,


VII


Aumenta a nossa glória
No sólio imperial,
E a fúlgida memória
Da honra nacional