Do seio da espessura,
Ó virgem do Brasil,
Ergue radiante e pura
A fronte juvenil.

Tece com as mãos formosas
À noiva imperial
De lírios e de rosas
A c’roa nupcial.

Flor desta jovem terra,
Em seu profundo amor,
Como um penhor encerra
Cândida, excelsa flor.

Vivo, fulgente emblema
Das glórias do porvir,
Que o régio diadema
Um dia hás de cingir;

Salve! Os destinos novos,
Novos, futuros bens,
Querida destes povos,
Em tuas mãos os tens.

Num juramento unidas
Ante o sagrado altar,
As almas, como as vidas,
O céu veio aliar.

É vínculo precioso
Que o prende agora a si.
Esposa, eis teu esposo;
Alegra-te e sorri.

Abram-se à nova história
As páginas leais,
Onde se escreve a glória
Da pátria e dos teus pais,

E a mão que não consome
Memórias tão louçãs,
De dois fez um só nome:
Bragança e Orleans