(Duas meninas cearenses que vinham
no vapor Bahia.)

“Verdes mares bravios, verdes mares
Do Ceará” — que a musa de Iracema
Cantou um dia, e que na hora extrema
Certo entreviu nos últimos olhares,

Ó verdes mares, onde essas crianças
Aprenderam brincando a andar ao largo,
Rir do vosso estertor válido e amargo,
E as águas bravas converter em mansas,

Cantai agora, murmurai contentes
De saber que ambas, débeis e valentes,
Viram a morte e não tremeram dela,

Antes, cortando as ondas insofridas,
Salvaram, mais que as suas próprias vidas,
Outra que nunca pôde ser mais bela.