... Porque enfim tu lhe disseste
Que a curva da sua mão,
É como a curva celeste,
Onde há o raio e o trovão,

E o sol de dia, e de noite
Os belos astros gentis!
Há quem a tanto se afoite? 
Isto a gente nunca diz.

É por isso que ela agora
Faz de tigre e de leão:
Diz-lhe que tem uma aurora
Em cada dedo da mão...

Diz-lhe que tem sol e lua,
E que Deus tudo isto fez
Por conhecer que a mão sua
Podia com mais talvez,

Com o mar, e o vento, e a procela,
Com tudo enfim, sim! senhor...
Só não podia a mão dela
Com o peso do teu amor...

... A consciência falava,
E eu, olhos fitos no chão,
Eu... só cismava... cismava...
Em como beijar-lhe a mão...