(Victor Meireles)

Foste, a hora bateu, irmão de Urbino,
Juntar-te ao mestre na celeste esfera:
Para ficar com teu pincel divino,
Ninguém ousou dizer à morte: — Espera.

Pisando o pé no solo eterno, o hino
Do triunfador, à tua musa austera,
Soou de sol em sol: foi teu destino
O amor do ideal, que o belo inspira e gera.

Correu-te a vida por areal em fora;
Da terra nossa a enorme dor partilho:
Quem tua alma entre nós vai ter agora?...

Teu gênio a história da arte encheu de brilho;
Pátria, ajoelha; amou-te muito, chora:
Quem mais deve chorar tão grande filho?...