(Pedro Luís)

Dê-me uma grande lágrima a procela,
Talhada como um bloco de granito,
Olhos postos no céu e no infinito
Eu levantara a sua estátua nela.

Que vulto augusto, que figura bela,
Que herói, que semideus do antigo rito!
Dou-lhe o meu arco de triunfo, — um grito:
Dou-lhe o meu panteão, — uma capela.

Não basta: quero que entre na floresta,
E ouça os faunos e as dríades cantando
Seus cantos, dele em torno em coro, e em festa.

E quando ele voltar de ouvi-los, quando
Busque o leito, terá, na longa sesta,
Da glória o colo, e em pranto, ela o embalando...