(Artur Barreiros) 

Ferido o corpo, o espírito esmagado
No prélio, — como em dia de batalha
Em nau já curva ao vento, que farfalha,
Bandeira solta em mastro escalavrado

Rufando, dentro em pé inda o soldado
Sem terror, rota a espada, em trapo a malha,
Ouvindo uivar o casco, que escangalha
Entre garras de sirte o oceano irado,

Espera... espera: o moribundo moço
Esperava!: — porém, qual no arcabouço
Mastiga a vaga a selva do aparelho

E o mar cantando, engulha, enchendo o bojo,
Vi-o afundar-se, e como um sol de rojo
Ir-se em meio a amplidão de um céu vermelho...