(João Caetano)

Como uma estrela monstruosa, o drama
Lança as garras na cena e se dilata,
E quando a cauda de clarões desata,
Como leões fugindo aos antros, brama.

Quer-se um atleta então, que o horror e a chama
Do olhar do monstro não fascine e abata:
Que se levante dessa luta ingrata
Agarrado aos milhões de mãos da fama.

Foi ele um domador. — Hoje enfim dorme!
Que pedaços de sóis, na queda enorme,
Levou consigo o Encélado sombrio!...

Caiu, como o colosso da floresta,
Que abala o solo, e esmaga tudo... e reta
O espaço, em torno, lúgubre e vazio...