(José Maria do Amaral)

O Altitudo!
São Paulo.

Oh! quando o via pela rua adiante,
A fronte nua, lívida, sulcada,
O olhar severo, o porte de gigante,
Mas, sobretudo, a coma prateada,

Como em cascata, aos ombros despenhada;
E a barba longa em torno do semblante,
Que era medalha em lírios enquadrada,
Eu me lembrava de Florença e Dante...

Depois de ter o Inferno percorrido,
Que país de ouro e azul teria em breve?
Não sei. — E ele ia, como um deus vencido,

Abrindo as asas invisíveis, leve,
Grande, aéreo, afastando-se, metido,
Por entre sóis, em píncaros de neve...