(José de Alencar)

— Que fazes tu, em meio do caminho,
Loureiros ideais amontoando?
Olha... com astros já formei teu ninho:
Vem dormir... inda há dia, e estás suando.

Falou-lhe a morte assim com tal carinho,
Que ele dormiu, a obra abandonando:
E quando o mundo o procurou, foi quando
Viu que um sol cabe num caixão de pinho.

Devia ser-lhe marco à cabeceira
Uma águia, abrindo as asas remontada...
Não tem... plantemos tropical palmeira.

O tronco esbelto, a coma derramada
Dará ideia duma vida inteira
Sempre a subir... sempre a subir coroada...