Amo-te muito, Candida creança
De olhos divinos, de sorriso casto.
No pobre coração enfermo e gasto
Os baisamos verteste da esperança.
Todo eu te pertenço — o meu futuro,
Onde amanhece a gloria entre esplendores.
E o meu passado inteiro, abysmo escuro
Onde ha gemidos de profundas dores.
— Oh ! sejam-te uma auréola á fronte calma
Estas pallidas luzes de minh’alma !