Os rios falam de ti,
Tantos peixes migradores
Trazem-te cartas do Oriente!

Os anjos circulam suspirando
Em torno da colméia de teus lábios.

Disfarçado em jardineiro
O Hóspede vem te visitar.

Preso ao teu corpo dia e noite
Perdi a noção do eu
E te amo tanto que não sei mais
Se me salvo ou me danarei.