Quero conhecer a puta.
A puta da cidade. A única. A fornecedora.
Na Rua de Baixo
onde é proibido passar.

Onde o ar é vidro ardendo e labaredas torram a língua de quem disser: Eu quero
a puta
quero a puta quero a puta.

Ela arreganha dentes largos de longe. Na mata do cabelo se abre toda,  chupante boca de mina amanteigada quente. A puta quente.

É preciso crescer
esta noite a noite inteira sem parar de crescer e querer
a puta que não sabe
o gosto do desejo do menino
o gosto menino
 
que nem o menino
sabe, e quer saber, querendo a puta.