Falta alguma coisa no Brasil depois da noite de sexta-feira. Falta aquele homem no escritório a tirar da máquina elétrica
o destino dos seres,
a explicação antiga da terra.

Falta uma tristeza de menino bom caminhando entre adultos
na esperança da justiça que tarda – como tarda! a clarear o mundo.

Falta um boné, aquele jeito manso, aquela ternura contida, óleo
a derramar-se lentamente.
Falta o casal passeando no trigal. Falta um solo de clarineta.