NA CANÇÃO que vai ficando
já não vai ficando nada:
é menos do que o perfume
de uma rosa desfolhada.
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Os remos batem nas águas:
têm de ferir, para andar.
As águas vão consentindo —
êsse é o destino do mar.
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Passarinho ambicioso
fez nas nuvens o seu ninho.
Quando as nuvens forem chuva,
pobre de ti, passarinho.
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O vento do mês de Agosto
leva as folhas pelo chão;
só não toca no teu rosto
que está no meu coração.
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Os ramos passam de leve
na face da noite azul.
É assim que os ninhos aprendem
que a vida tem norte e sul.
101
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A cantiga que eu cantava,
por ser cantada morreu.
Nunca hei de dizer o nome
daquilo que ha de ser meu.
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Ao lado da minha casa
morre o sol e nasce o vento.
O vento me traz teu nome,
leva o sol meu pensamento.