AI! A MANHÃ primorosa
do pensamento...
Minha vida é uma pobre rosa
ao vento.

Passam arroios de côres
sôbre a paisagem.
Mas tu eras a flor das flôres,
Imagem!

Vinde ver asas e ramos,
na luz sonora!
Ninguém sabe para onde vamos
agora.

Os jardins têm vida e morte,
noite e dia...
Quem conhecesse a sua sorte,
morria.

E é nisto que se resume
o sofrimento:
cai a flor, — e deixa o perfume
no vento!