Salomão Rovedo
(Ficaria ao infinito aquele dia prisioneiro da lembrança presente, passada, futura, do que foi te conhecer). Poderia cantar hoje e eternamente o prazer de ter-te conhecido Poderia cantar a madrugada d...
Esses olhos mais que líquidos, de transparência infinita, olhos de pedra preciosa que me fitavam em fuga, faiscando as pedrarias, Mãos rudes de garimpeiro. esses olhos trespassados de liquidez sem fun...
Beijo teus pés com fervor pois até mesmo eles têm uma sensualidade própria. Beijos teus pés roliços e os dedos macerados pelas sandálias ao caminhar. Beijo teus pés com fervor. Pés como plantas onde a...
Sopro teu púbis dourado, louro trigal. Ao redor, fios de ouro. rios de leite, do mais puro alvaiade. Brancura de algodão, nuvens leves da tarde. Sopro teu púbis sonhado e os pelos de ouro fremem como...
Estes poemas são teus porque — bem vês — são o espelho que te reflete inteira: cabelos, olhos, boca, sopro, pés. Porque são teus estes poemas, são a tua sombra. Estes poemas são teus porque são teus....
Sardas são estrelas. Teu corpo é a Via Láctea salpicada de sardas. São dunas de areia as alvas ondulações estelares desse corpo. Desafios exigindo sabenças as reentrâncias. Leitosos caminhos cósmicos...
Ayuara dos sóis, cabelos flamejantes, tuas lavaredas envolvem e lambem os que te cercam e decerto amar te desejam. Boiaçu dourada, olhos diamantinos, lapidados, faiscantes, brilho de lâmina nascido qu...