Ei-la dormindo. Sobre um braço erguida;
reclina a fronte; o seio se avoluma
sobre o colo de mármore. Nenhuma
voz atravessa a alcova adormecida.

Fora, por sobre a noite comovida,
entre a alvejante cerração e a bruma,
claro o luar romântico se apruma
sobre o leito da nevoa revolvida.

Súbito um canto a solidão povoa
de um claro ritmo álacre e quebrantoso
que pela noite vai scherzando e, ecoa.

— É o luar que eu surpreendo junto dela,
ao som travesso do arrabil choroso,
cavatinas cantando-lhe à janela