Placidamente, ao declinar do dia,
sobre a tristeza lírica dos prados
a noite desce murmurante e fria,
dos solitários montes escarpados.

Tudo repousa. E na mudez sombria,
na solidão dos ermos descampados,
aqui e além, estende-se à porfia
os grandes bois pacíficos deitados.

Nos ternos olhos mansos e piedosos
se abismam sonhos do luar dormente
a paz dos vastos campos silenciosos.

A noite desce. E todos lentamente,
graves, solenes, amplos, majestosos,
mugem pausada e prolongadamente.