Do antigo bosque na mudez austera,
longe das sanhas das paixões, da insana
guerra e dos uivos da fereza humana,
jaz solitária a fúnebre tapera.

Perto um arroio sob os festões de hera
desliza a medo, e junto à fonte a liana,
o junco, o lírio agreste e a agreste cana
viridecem ao sol da primavera.

Mas o silêncio fúnebre e pressago
da solidão inóspita apavora:
Há na floresta como um sono vago;

a linfa para; quedam-se as folhagens;
e pelos robles da floresta afora
rondam na sombra os manitós selvagens.