Dona Donzilha vem da capela,
tão abatida, tão singular.
Que desventura, que dor aquela,
tão digna e nobre no seu pesar!

Toda de negro; trajando luto,
ela rosava no seu altar.
Círio impassível, sou rosto enxuto
ardo na chama de seu olhar.

Um escudeiro turbado o lesto
vem rumo aleia do seu solar.
Como ele corre! Como vem presto
sob os pinheiros a galopar.

Tropel e vozes. Arneses soam.
Rápidos passos de alvorotar.
Esporas tinem. Armas ressoam
nos corredores do iluminar.
— “Senhora minha; nova vem triste,
bom triste nova vos tenho dar.
O vosso noivo já não existe:
é morto o conde de Rosalvar!”

Dona Donzilha vem da capela;
tão abatida, tão singular.
Que desventura, que dor aquela.
tão digna o nobre no sou pesar.