Dócil, moroso, válido, nutrido,
à dúbia luz da fresca madrugada,
ei-lo que vai passando pela estrada,
grave e solene, entre os cauzis jungido.

Ouve-se em cima o trêfego alarido
da melodiosa e alegre passarada.
E ei-lo marchando aos golpes da aguilhada
e tardo passo, ao companheiro unido.

Mas, à hora solene do sol posto,
ouvi-lo-eis, quando a luz no céu se afunda,
do monte sobre o píncaro transposto,

Cheio de força e cheio de coragem
ainda... ouvi-lo-eis erguera voz profunda, 
formidanda, pacífica e selvagem.