E a furna absconsa ao pé de um tremedal tremendo.
Soluçam gênios maus numa região de peste.
Sem ar, sujeito ao som no insólito, distendo
Os nervos doentes. Passa arfante o vento leste. 

Ah! se eu fosse coutar as mortas que estou vendo...
Um demônio latino anda em roda. Celeste
É a cor do manto azul de um feiticeiro horrendo.
Outro de cornos há que de rubro se veste.

Fidalgos tristes vêm afrontando perigos,
Alma que em frente ao céu desolado se ajoelha,
Grande olhar velador dos Cruzados antigos...

Ninguém verá jamais o caos de sangue e trevas
Onde estou, envolvido em mortalha vermelha,
Nas ruínas augurais destas poeiras medievas.